Construção naval
Publicado · Atualizado
Especificar um sistema de soldadura à medida para pequenos subconjuntos navais: começar pelo mapa de soldaduras
Estruture o pedido do projeto em torno de juntas identificáveis, ajuste de entrada, operações em par, exceções de acesso e evidência de aceitação antes de escolher o número de robôs.
Em síntese
Comece a especificação do sistema com juntas identificáveis e retornos de extremidade exigidos. Um mapa de soldaduras controlado liga famílias de peças, ajuste, exclusões de acesso, procedimentos e aceitação, permitindo analisar junta a junta o âmbito robotizado proposto.
Começar pelo mapa de soldaduras, não pelo número de robôs
Um estaleiro que avalie a soldadura de pequenos subconjuntos deve começar por descrever o que tem de ser soldado, onde a junta é acessível e como será aceite a sua conclusão. Uma chapa com vários reforços pode parecer simples num desenho de conjunto geral e conter tarefas de soldadura muito diferentes: soldaduras de ângulo longas e acessíveis, troços curtos interrompidos, interseções congestionadas e retornos nas extremidades com aproximação restrita da tocha. Tratar tudo isto como um único comprimento indiferenciado produz um pedido de equipamento fácil de orçamentar imprecisamente e difícil de verificar mais tarde.
O documento inicial prático é um mapa de soldaduras ligado ao desenho atual do conjunto. Cada soldadura exigida recebe um identificador persistente, uma localização, uma descrição da junta e um percurso de aceitação. O TWI distingue o equipamento de soldadura do robô que posiciona a fonte de calor; essa distinção explica por que razão o alcance, por si só, é uma especificação incompleta. [1] As recomendações seguintes transformam um desenho num dossier de análise do projeto. São controlos de engenharia propostos, não uma descrição de funções já instaladas numa determinada máquina.
O pedido técnico naval fornecido pela TitanWeld descreve soldadura de ângulo de dupla face com dois arcos, em que dois braços formam a unidade base coordenada. O limite atual de coordenação é 2 + 2, ou seja, quatro unidades de soldadura e oito braços. Trata-se de um projeto altamente não normalizado, sem máquina individual de catálogo pronta a fornecer. O número de unidades, a sua disposição física e as soldaduras atribuídas exigem uma discussão específica do projeto.
Definir uma família de conjuntos útil
Selecione conjuntos representativos pela dificuldade da soldadura, além do comprimento global. Um registo útil da família inclui a geometria das chapas e reforços, a identificação do material, os símbolos de soldadura exigidos, a orientação de carregamento, as referências disponíveis e a condição esperada na entrega após o ajuste. Registe que pormenores se repetem e quais mudam entre encomendas. Se uma família incluir painéis planos abertos e suportes congestionados, identifique explicitamente as subfamílias, em vez de esperar que um modelo médio descreva ambas.
Inclua pelo menos um conjunto comum, um com o acesso mais restrito e um com o pormenor de início, fim ou retorno mais exigente. Estas são categorias de amostragem propostas, não um número prescrito de amostras de qualificação. A equipa responsável pelo projeto deve decidir quantos ensaios representam o trabalho real. Forneça a combinação de produção esperada, para que o fornecedor não otimize a demonstração em torno do componente mais fácil e menos frequente.
Indique os limites do fornecimento em torno da peça de entrada. Um projeto de soldadura robotizada pode receber um conjunto totalmente ponteado ou incluir operações adicionais de posicionamento e aperto. São cargas de trabalho diferentes. A proposta deve identificar quem estabelece o ajuste, quem o verifica, onde aguardam os conjuntos inaceitáveis e como as peças aceites são libertadas para a operação seguinte. Caso contrário, um aparente tempo de inatividade do robô pode resultar de uma responsabilidade a montante não definida.
Dar a cada junta uma identidade estável
Um identificador de soldadura deve resistir a alterações da atribuição aos robôs. Por exemplo, o estaleiro pode escolher uma estrutura que inclua a revisão do conjunto, o identificador do reforço, o lado e o segmento. A sintaxe exata é menos importante do que a relação: uma soldadura continua a ser a mesma junta exigida, mesmo que outro braço a execute durante a recuperação. Mantenha separados os identificadores das operações, para registar um reinício ou reparação sem substituir a identidade original da soldadura.
Para cada segmento, registe a dimensão especificada da soldadura e a sua interpretação a partir do desenho aprovado, se a soldadura é contínua ou intermitente, as zonas previstas de início e fim e qualquer requisito de retorno ou terminação. Não converta por suposição um requisito de cateto num valor de garganta efetiva. Remeta símbolos ambíguos para a autoridade de projeto. Registe também se a soldadura do lado oposto integra a mesma operação planeada ou uma fase posterior.
Acrescente um estado relativo ao acesso de soldadura: provisoriamente alcançável, exige verificação ou atribuído a outro método aprovado. Isto impede que uma percentagem de cobertura visualmente apelativa esconda soldaduras curtas difíceis. A Recomendação 47 atual da IACS é uma referência de qualidade de construção e reparação naval; o contrato deve identificar os requisitos de qualidade efetivamente adotados para o trabalho. [2] O mapa de soldaduras deve remeter para esses requisitos, em vez de inventar uma tabela universal de tolerâncias.
Descrever o campo útil do processo
Uma junta só é utilizável quando a tocha consegue manter a relação exigida com a junta ao longo de toda a trajetória. Verifique a aproximação, o movimento de trabalho, o afastamento e o movimento de manutenção. Inclua o bocal, o tubo de contacto, o sensor, o punho, os cabos e qualquer dispositivo de fixação que ocupe o espaço. Um ponto alcançável pela flange nua do robô não estabelece que a ferramenta de soldadura o alcance com uma orientação aceitável.
Mapeie as restrições locais junto da junta: reforços adjacentes, suportes, acessórios de elevação, grampos, batentes de extremidade e soldaduras já depositadas. Distinga um problema de colisão de um problema de posição de soldadura e de um problema de deteção. As soluções diferem. Deslocar um grampo pode resolver o acesso, mas enfraquecer o posicionamento; alterar a aproximação pode libertar o bocal e obstruir o sensor; dividir uma junta pode permitir o movimento e acrescentar outro início e fim.
Especifique as provas exigidas para encerrar cada ponto por resolver. Uma simulação pode demonstrar o percurso geométrico previsto utilizando a ferramenta e o dispositivo modelados. Um ensaio representativo de soldadura pode examinar a deposição num pormenor restritivo. Uma análise da preparação para produção pode confirmar o procedimento aprovado e as instruções de operação. Manter estes registos separados ajuda o comprador a compreender exatamente o que foi demonstrado e o que falta demonstrar.
Planear os dois lados como trabalho relacionado
Numa soldadura de ângulo de dupla face, dê a cada lado o seu identificador de soldadura e ligue ambos a uma operação emparelhada. Isto preserva a capacidade de descrever locais de início, interrupções de comprimento ou restrições de acesso diferentes sem fingir que os lados são idênticos. Identifique se a soldadura simultânea é proposta ao longo de toda a junta ou apenas onde ambos os lados cumprem as condições de processo e folga.
O registo do par deve conter uma resposta proposta quando um lado não pode iniciar ou tem de parar. As questões incluem se o outro lado conclui o segmento atual, como se regista o estado da peça, como se avalia o cordão interrompido e que verificações precedem um reinício. Estas decisões pertencem à análise de engenharia antes de negociar uma garantia de produção. Uma animação do ciclo normal raramente revela as consequências de uma interrupção assimétrica.
O emparelhamento também afeta o projeto dos dispositivos de fixação e o acesso para inspeção. Um grampo inofensivo para uma tocha pode bloquear a tocha oposta ou tornar uma soldadura concluída inacessível ao exame exigido. Analise o par com o montador, o engenheiro de soldadura, o engenheiro de automatização e o representante da inspeção, utilizando a mesma revisão do desenho. A atribuição destas funções de análise é um método de projeto sugerido; não implica que já tenha ocorrido uma revisão independente da configuração TitanWeld.

Ligar o mapa aos procedimentos e à inspeção
Associe a referência proposta da WPS e a sua revisão a cada família de soldaduras. O TWI descreve a WPS como o documento que define as variáveis de soldadura e distingue-a das provas de qualificação de suporte. [3] O nome de programa preferido por um fornecedor de equipamento é, por isso, insuficiente como única referência do processo. O projeto deve explicar como uma receita selecionada do robô corresponde às instruções controladas de soldadura aplicáveis.
Para cada família, identifique o método de inspeção, o momento e a autoridade de libertação exigidos. Algumas verificações ocorrem antes da soldadura, outras durante a operação e outras após arrefecimento ou libertação do dispositivo. Mantenha os critérios reais de aceitação na documentação controlada de inspeção e ligue-os ao mapa. Isto evita copiar critérios para várias folhas de cálculo que posteriormente divergem.
Um estado de conclusão útil contém mais detalhe do que soldado ou não soldado. Considere estados separados para ajuste aceite, soldadura concluída, exame pendente, aceite, reparação necessária e reparação aceite. O vocabulário pode seguir o sistema existente do estaleiro. O requisito essencial é que um programa de movimento concluído não possa fazer avançar silenciosamente o conjunto para o estado aceite enquanto faltarem exames exigidos.
Tornar as exclusões mensuráveis
Um pedido deve conter um registo explícito de exceções. Cada exceção necessita de localização, motivo, operação alternativa proposta e efeito sobre o ciclo completo do conjunto. Um retorno curto concluído manualmente é diferente de uma junta longitudinal inacessível que obriga a reposicionar todo o conjunto. Ambos contam como cobertura robotizada incompleta, mas as implicações para a produção não são comparáveis.
Registe a base de qualquer percentagem de cobertura. O comprimento de soldadura, o volume depositado, o número de identificadores e o conteúdo de mão de obra respondem a questões diferentes. Um sistema pode cobrir a maior parte do comprimento e deixar um número substancial de pormenores curtos. Apresente o mapa subjacente para que o comprador possa examinar esses pormenores, em vez de depender de um único valor principal. Indique se as atividades de reparação e inspeção estão incluídas na comparação.
Resolva as exclusões antes de fixar o plano de ensaios. Se for descoberta uma junta inacessível durante uma demonstração, atualize o mapa e repita a estimativa do ciclo afetada. Não esconda a alteração numa velocidade de avanço revista. O objetivo comercial prático é uma compreensão partilhada do conjunto acabado e das operações necessárias à sua entrega, incluindo qualquer trabalho acordado fora da célula automatizada.
Utilizar o mapa como estrutura da aceitação
Construa o ensaio de aceitação a partir do mapa: carregue o conjunto identificado, verifique as condições de entrada, execute as famílias de soldaduras acordadas, registe as exceções e avalie os resultados especificados. Inclua a variação normal de produção explicitamente aceite para o ensaio. Mantenha juntos o desenho de ensaio, o registo de material, a revisão do procedimento e a revisão do programa do robô, para que um resultado bem-sucedido possa ser reproduzido ou uma falha investigada.
Peça ao fornecedor que relate os identificadores de soldaduras concluídas e aceites, o tempo decorrido da célula, as intervenções e os pormenores por resolver. Analise as provas face ao âmbito original antes de discutir unidades adicionais. Passar de uma unidade de dois braços para várias unidades altera as obrigações de planeamento, acesso partilhado e recuperação; não elimina a necessidade de qualificar as tarefas individuais das juntas.
A especificação final deve permitir a um novo engenheiro do projeto responder a três questões concretas sem adivinhar: que soldaduras estão incluídas, em que condições de entrada e de processo e que provas permitem libertar o conjunto. Quando estas respostas são claras, a discussão do equipamento à medida torna-se produtiva. O número de robôs passa então a resultar de uma tarefa de fabrico definida, e o comprador pode comparar propostas face ao mesmo trabalho, em vez de diferentes interpretações de um desenho.
Lista de verificação da análise do projeto
- Identifique a revisão do desenho e as famílias de conjuntos representativas.
- Atribua um ID de soldadura a cada junta incluída e a cada retorno de extremidade exigido.
- Registe o material, a espessura, os pormenores de soldadura e as condições do conjunto à entrada.
- Assinale obstáculos dos dispositivos, o acesso da tocha e quaisquer soldaduras excluídas.
- Acorde conjuntos de ensaio, provas de aceitação e responsabilidade pelas exceções.
Discussão do projeto
Comece pela sua peça.
Partilhe os desenhos, os pormenores das soldaduras e as condições da oficina para definir a análise de engenharia.
Fale com um engenheiro